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		<title>Aldeia Pelourinho: mostra de artes</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 12:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

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		<title>As noites quentes do Âncora do Marujo</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Dec 2007 19:32:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

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		<description><![CDATA[por Arivaldo Almeida Av. Carlos Gomes, Rua Chile, Av. Sete de Setembro e Praça Castro Alves, durante as horas conhecidas como comerciais, formam o palco das grandes negociações, das transações financeiras, do comércio propriamente dito. Vende-se, troca-se, recupera-se. Ao entardecer, as ruas e avenidas ganham novas cores, o astro rei se despede, deixando a Baía [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=113&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Arivaldo Almeida</p>
<p>Av. Carlos Gomes, Rua Chile, Av. Sete de Setembro e Praça Castro Alves, durante as horas conhecidas como comerciais, formam o palco das grandes negociações, das transações financeiras, do comércio propriamente dito. Vende-se, troca-se, recupera-se. Ao entardecer, as ruas e avenidas ganham novas cores, o astro rei se despede, deixando a Baía de Todos os Santos com um tom acinzentado, ocasionando uma escuridão no imenso mar que nos banha. Surgem outros astros, outras estrelas. Grace, Kelly, Hágatha, Shirley.  Nomes fictícios que dão cores às noites quentes da cidade. O ofuscamento do astro rei ganha novas cores, cores do mundo desconhecido, cores da luxúria, cores na busca pelo reconhecimento social.<span id="more-113"></span></p>
<p>As largas avenidas ficam pequenas, os espaços ficam demarcados, os guetos são formados. O centro da cidade que durante o dia realiza práticas comerciais das mais diversas, passa a comercializar alegria, descontração, prazer e transforma um simples boteco em ponto de encontro, entretenimento e cultura. É um boteco desses com menos de 10 metros quadrados, mas capaz de transpor barreiras, romper limites e despertar momentos de prazer às pessoas que o visitam.</p>
<p>Um boteco conhecido como “Âncora do Marujo”, aberto de segundas a domingo, das 22h às 4h, transformado em estrelas os artistas da noite. “Em minha casa as portas estão sempre abertas a todos aqueles que quiserem entrar. Não temos preconceito, o que vendemos é alegria. Fico feliz em poder contribuir democraticamente com a felicidade dos meninos que se apresentam, fico feliz em saber que contribuo com diversão da cidade”, diz Fernando, proprietário do bar.</p>
<p>A alegria entusiasma os freqüentadores do bar, é possível ver do adolescente ao senhor na melhor idade, não há distinção. O palco fica bem próximo do público, deixando o local mais intimista, possibilitando um diálogo ou uma dança entre os freqüentadores e os artistas que se apresentam. Bate-papos, entrevistas e enquetes levam a galera ao delírio, a uma explosão de sorrisos. “Acredito que este é um dos espaços onde a cultura e a democracia imperam juntas”, comenta o estilista Miguel Alexandre.</p>
<p>É hora do show, é hora da transformação humana. Purpurinas, perucas e roupas confeccionadas especialmente para o momento, e muita maquiagem, invadem o camarim. Os meninos começam a montagem, um processo lento, demorado, mas gratificante para ambas as partes. Uma cortina de cor vermelha é aberta, uma luz forte amarelada surge, é hora da estrela da noite, é a hora de Daniel Souza, 21 anos, que se transforma em Haghata Himan, que, em cima de um longo salto, inicia o show.</p>
<p><strong>Diva da noite<br />
</strong> As músicas embalam o ambiente, o artista que ao longo do dia fora atendente de telemarketing, inicia sua nova jornada, diferente do que fizera durante todo o dia. Agora, todos os traços de um menino tímido e acanhado, conhecido como Daniel, passam por uma metamorfose, uma transposição de ideologias. Convida o público a bailar, dançar e interpretar as grandes canções de cantoras famosas no mundo. De Whitney Houston a Daniela Mercury, de “I love you” a “Olha o Gandhy aê!!!”.</p>
<p>O show não pode parar, a alegria toma conta. Os 10 metros parecem ter passado por uma grande reforma. O espaço ganha novas formas e cores, a cerveja começa a fazer efeito, os freqüentadores rompem com os tabus que rondam a sociedade, transformam a noite em inesquecível, capaz de levar os amantes de música clássica a se esbaldarem no arrocha e, ao saírem, imaginar que estavam junto à orquestra sinfônica da Bahia. Devaneio!!</p>
<p><strong>Ser Daniel ou Haghata Híman<br />
</strong>Daniel acorda cedo. Tem todos os afazeres de um jovem normal. Ao deixar o batente na operadora de telemarketing, descansa, reflete, busca inspiração para a noite, a hora que terá que brilhar. Por volta das 22h, o processo de transformação tem início. O homem esconde o palmo de Adão na maquiagem, retira os pelos que por ventura tiverem nascido durante o dia, o batom torneia os lábios, e a silhueta do corpo ganha adereços. Enfim, Haghata Himan.</p>
<p>“Tenho um cotidiano como qualquer outra pessoa, o que me diferencia dos demais é a coragem pela busca do meu próprio reconhecimento, pelo artista que trago comigo. Sei diferenciar bem as coisas, sei viver da melhor maneira possível, esse é o meu momento de ser estrela”, diz Hagatha Himan, sacudindo uma echarpe de plumas cor de rosa.</p>
<p>(novembro de 2006)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/113/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=113&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Redesenhando a vida através das letras</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Nov 2007 20:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[por Juracy dos Anjos Nada mais mágico e encantador que o desvendar das letras, do mundo de possibilidades que elas podem proporcionar. Maria de Lourdes dos Santos de Jesus, 68 anos, sabe como poucos esta importância. Há três anos matriculada no Colégio Antonio Vieira, no programa Educação para Jovens e Adultos, Dona Lourdes, como é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=112&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Juracy dos Anjos</p>
<p>Nada mais mágico e encantador que o desvendar das letras, do mundo de possibilidades que elas podem proporcionar. Maria de Lourdes dos Santos de Jesus, 68 anos, sabe como poucos esta importância. Há três anos matriculada no Colégio Antonio Vieira, no programa Educação para Jovens e Adultos, Dona Lourdes, como é conhecida, vem com muita coragem e persistência lutando para descobrir o significado das palavras.<span class="fullpost"> </span><span class="fullpost"> <span id="more-112"></span></span></p>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<p>O desafio é muito grande, mas a estudante continua firme. No início, os obstáculos pareceram intransponível; os olhos não ajudavam, o estado de saúde também não. Mas a força de vontade está fazendo com que ela siga em frente. “Quando entrei aqui não sabia escrever e nem ler. Quando me chamavam para assinar o meu nome na ficha do médico era o maior constrangimento”, diz Dona Lourdes, com um olhar triste, como se relembrasse da situação, que logo mudou. “Agora não, eu sei escrever o meu nome. Quando me chamam para assinar estou sempre pronta”, enfatiza.</p>
<p>Dona Lourdes não pôde estudar na infância e nem na adolescência, porque teve que trabalhar muito cedo para ajudar a família e, logo depois, para cuidar dos filhos, contudo nunca esqueceu da importância do estudo. Não é à toa que, aos 68 anos, com pressão e colesterol altos, mas, acima de tudo, com um sorriso largo e contagiante, ela enfrenta a noite e o caminho tortuoso para chegar à escola. Moradora do bairro de Engelho da Federação, pega dois ônibus para chegar ao bairro Fazenda Garcia, onde fica localizado o Colégio Antonio Vieira, e mais dois para voltar para casa, por volta das 11h da noite.</p>
<p>O esforço para alguns alunos em decodificar as letras é tão grande que alguns precisam da ajuda dos colegas numa luta diária para realizar os seus sonhos. A conquista é única para todos: aprender o significado das letras e, consecutivamente, do mundo. Num pedaço de papel aparentemente inofensivo se esconde para muitos um emaranhado de letras, que a primeiro instante parece um obstáculo difícil de ser transpassado. Mas aos poucos as primeiras letras A, B, C mostram-se um delicioso caminho de vitórias. O olhar mágico desvenda o doce significado das letras e a realidade antes desconhecida pela ausência dos significados se torna familiar.</p>
<p>Esta realidade de exclusão educacional e falta de oportunidade na infância e na adolescência não está somente restrita a Dona Lourdes. O programa desenvolvido pelo Colégio Antonio Vieira, há 35 anos, atende em média cerca de mil alunos, de idade entre 17 a 68 anos, das classes populares do Salvador, que não tiveram a oportunidade de estudar no período certo, pois a maioria teve que trabalhar. Apesar disso os alunos correm atrás para recuperar o tempo perdido e para também conquistar novos sonhos e amigos.</p>
<p>Um exemplo de superação é Jurandy América Ferraz dos Santos, 66 anos, que mora no bairro da Fazenda Garcia e recebe uma pensão do falecido marido. A pensionista menciona que a escola é mais que um espaço de educação, pois ali consegue fazer várias amizades e amenizar a depressão: “Com a morte do meu marido acabei ficando sozinha em casa. Por isso decidir voltar à escola. Aqui tenho vários amigos e não me sinto mais só”. O maior desejo de Jurandy é continuar em frente com os estudos: “O meu maior sonho é seguir em frente com o meu desenvolvimento escolar, passando de ano”.</p>
<p>Já Celina Alves dos Santos, 58 anos, ressalta: “Quando eu era pequena os meus pais não tiveram condições de bancar os meus estudos, por isso comecei a trabalhar com 11 anos e tive o meu primeiro filho com 15 anos”. Por um instante Celina deixa aparecer através da expressão facial que caminha pelas lembranças do passado, voltando ao presente ao pegar lápis da carteira e dando um suspiro. O maior sonho de Celina é ler e escrever. Em um determinado momento da entrevista, Cecília entusiasmada, comenta: “Adoro ver pessoas que escrevem rápido e um dia quero escrever assim”.</p>
<p>Na mesma sala de Celina e de Jurandy estuda Simone Souza Pereira, 22 anos, que desde 12 anos não estudava porque gostava mais de sair com as amigas para as festas do que ir para escola, menciona a importância de ter pessoas mais experientes como as colegas na sua sala. “Eu vejo que elas são interessadas no estudo, nunca faltam. Além disso, elas me mostraram que a vida pode ser diferente, pois elas estão correndo atrás. Eu antigamente achava que se estivesse no lugar delas não estudaria, porque ninguém contrata pessoas que não sejam bonitas e jovens”, comenta com a cabeça baixa.</p>
<p><strong>Valorização do ser humano</strong><br />
As aulas decorrem entorno do desenvolvimento social e das relações inter-pessoais. Os alunos, independente da sua idade ou classe social, são tratados como seres humanos, na verdade não são somente alunos, mas, sim, Marias, Josés, Pedros, Joanas, Lourdes. Os professores não são os detentores do saber, mas, sim, facilitadores do aprendizado, porque na sala de aula o conhecimento é construído em conjunto, comenta com muita satisfação a coordenadora do programa, Marlene de Souza e Silva.</p>
<p>A professora de alfabetização Mônica Sá Barreto, graduada em Serviço Social, pela Universidade Católica do Salvador, e Normal Superior, pelas Faculdades Jorge Amado, vem desenvolvendo, ao longo de sua carreira, trabalhos voltados para esta inclusão social. E a alfabetização é justamente um meio que vislumbrou para atingir o seu objetivo: educar. A alfabetizadora salienta que a maioria dos alunos são das camadas populares e trabalhadores domésticos, que trabalham e moram no entorno, e de pessoas que vêm de outros bairros.</p>
<p>A educadora Mônica compõe uma equipe com cerca de 40 professores, que se relacionam com os alunos de forma carinhosa e afetiva. Esta por sinal é uma marca do método educacional adotado pelo programa. Vendo nesta metodologia uma forma de compreender o universo destas pessoas que trabalham no diurno e estudam à noite. Além disso, a educadora ressalta que o Colégio Antonio Vieira importa-se com todos os detalhes, desde transporte dos alunos ou material que eles vão utilizar: “O Colégio se preocupa com todo o processo, desde transporte, quando percebemos que os alunos não têm as mínimas condições, até o material didático que é produzido na sala de aula, pois não dispomos de livros”.</p>
<p>Logo na entrada da sala dos professores, e em quase todo o Colégio, uma imagem de Nossa Senhora da Educação protege os alunos. Na mesma sala, o entra e sai de alunos é constante, pois muitos procuram os professores para conversar sobre os mais diversos assuntos. E os professores sempre estão dispostos a atendê-los.</p>
<p>A coordenadora do programa salienta que a escola tem que se adaptar ao processo de aprendizado dos adultos, pois a grande maioria das escolas não tem uma metodologia adequada para o desenvolvimento das potencialidades destes alunos. “Os Jesuítas foram muitos felizes em realizar uma educação para trabalhadores de baixa renda. Todos os espaços da instituição são disponibilizados. Além disso, temos como ponto principal o desenvolvimento humano”. Nas mesmas carteiras, durante o dia, onde sentam os filhos das autoridades políticas e de artistas renomados, à noite, sentam os moradores dos bairros populares, que muitas vezes são empregadas domésticas ou porteiros dos prédios destes artistas ou políticos, sem a menor distinção.</p>
<p>Já a professora Mônica, enfatiza que tem o maior orgulho de seu trabalho: “Este trabalho é minha realização profissional e pessoal. Tenho muito orgulho de trabalhar com este grupo, pois é um grupo que está interessado na educação no seu sentido mais genuíno”.</p>
<p><strong>Educação para Jovens e Adultos<br />
</strong>Os centros de Educação para Jovens e Adultos, os EJAs, como são conhecidas no meio educacional, trabalham na perspectiva de incluir socialmente estas pessoas. Muitos deles se baseiam no método de ensino de Paulo Freire, um dos maiores educadores da América Latina, que visa a inclusão destes estudantes na vida social, como sujeitos conscientes do seu papel na sociedade. Além disso, o método trabalha com a memória biográfica; ou seja, as lembranças e vivências como formas de atingir o desenvolvimento educacional.</p>
<p>Segundo a doutora em Educação para Jovens e Adultos, Maria Regina Moura, os centros destinados a este público trabalham não somente na linha profissionalizante, como ocorria na década 1960, mas na formação básica. Dando suporte aos alunos para uma formação consciente da sua função social. “A educação de corte popular, diferente da educação burguesa, desenvolve no jovem e no adulto uma consciência de classe, de política e de responsabilidade social”, salienta a doutora, que acrescenta: “Educação para jovens e adultos faz parte de uma política pública. O Brasil está pagando uma dívida social com os jovens e adultos que tiveram de se afastar da escola para trabalhar, ficando à margem do conhecimento formal”.</p>
<p>Outro ponto abordado pela pedagoga Maria Regina é a concepção metodológica destinada aos adultos que se baseia, ainda, na teoria de Paulo Freire: “O adulto, diferente do jovem, tem consciência da importância social da educação. Eles sabem o porquê querem ser alfabetizados. Por isso a forma de passar o conhecimento tem que respeitar a especificidade deste público.”, conclui.</p>
<p>Existem também organizações civis, como o programa Universidade Aberta à Terceira Idade (Uati), desenvolvido pela área de pró-extensão da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), que desenvolvem ações para inclusão social de pessoas com mais de 50 anos. O programa (Uati) surgiu do trabalho de mestrado da professora Kátia Jane Chaves Bernardo e, logo depois, foi incorporado, no ano de 1994, a área de pró-extensão da Universidade. O programa se baseia no plano de Política Nacional para os Idosos, instituído no mesmo ano, pelo Governo Federal, através da Secretaria de Ação Social.</p>
<p>“O principal objetivo da ação é desenvolver e possibilitar as pessoas com mais de 50 anos, das camadas populares, o acesso à educação básica de qualidade e a oficinas de entretenimento. As oficinas são divididas em núcleos: teórico, com o curso de alfabetização, história, informática entre outros; Corporal, com o curso de coral, dança, musicalidade, yoga etc; e o Manual, com os cursos crochê e tricô, embalagem, perfumaria, pintura em tela entre vários outros, para facilitar o aprendizado”, comenta a professora de alfabetização da Uati, Kátia Cristina Gomes.</p>
<p>(junho de 2006)</p>
<p>&nbsp;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/112/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=112&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Marcos Labanca  e seu teclado</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Aug 2007 20:54:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[PERFIS]]></category>

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		<description><![CDATA[por Daiana Rodrigues A Avenida Sete é um local agitado, que mistura rostos, cores, cheiros e sons. Mas, mesmo quem passa distraidamente deve ter percebido Marcos Labanca e seu teclado. Desde seu nascimento, o músico não possui metade de seus braços e pernas, mesmo assim ele e sua música estão há 21 anos animando o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=96&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>por Daiana Rodrigues</p>
<p>A Avenida Sete é um local agitado, que mistura rostos, cores, cheiros e sons. Mas, mesmo quem passa distraidamente deve ter percebido Marcos Labanca e seu teclado. Desde seu nascimento, o músico não possui metade de seus braços e pernas, mesmo assim ele e sua música estão há 21 anos animando o cotidiano da Sete de Setembro. Algumas pessoas o consideram “ponto de referência”, devido ao tempo em que ele está lá. Viver e fazer música são as vontades de Marcos.<span id="more-96"></span></p>
<p>Aos 60 anos, o simpático pernambucano, que aprendeu a tocar de ouvido e estudou partituras com auxílio de um professor, fala sobre música e vida. “A música é um dom de Deus, já se nasce com ela”, garante ele. Desde que chegou à Bahia, Labanca escolheu a Avenida Sete como local de trabalho. A principal razão para se situar na região foi o movimento, visto que tira seu sustento de seu ‘dom’. De segunda a sábado, Marcos Labanca, com a ajuda de Dinho, um camelô, monta o teclado, banquinho e caixa para moedas. Sempre ao lado do módulo policial, em frente ao Relógio de São Pedro.</p>
<p>As serestas, que são músicas como as serenatas, mais românticas e antigas, e o forró são os ritmos preferidos do público, na opinião do músico. Ele diz que toca para várias gerações, por isto dedilha uma variedade de estilos, que vão do clássico ao popular. As pessoas param para ouvi-lo, alguns conversam, outros fazem brincadeiras. No meio da entrevista, inesperadamente, um senhor pergunta como se faz para tirar o dinheiro da caixinha. Ele fica calado. O senhor ri, Marcos retribui o sorriso. O homem, então, deposita a moeda. “Aqui é assim, todos me conhecem. De vez em quando, acontecem coisas parecidas com esta”, explica Marcos Labanca.</p>
<p>A chuva dificulta seu trabalho. Ele gostaria que a prefeitura pudesse ajudá-lo, pondo uma guarita que o protegesse. Um dia chuvoso também é ruim porque o movimento diminui e ele arrecada menos dinheiro. Por causa de imprevistos como este, ele completa sua renda fazendo outros eventos: batizados, casamentos, aniversários.</p>
<p>Marcos Labanca contou que já tocou acordeom. Tocar é trabalho e diversão. Algumas pessoas gostariam que ele ensinasse música, mas como ele fica da manhã até a noite na Avenida Sete de Setembro, não tem condições de aceitar esta outra possibilidade de serviço. Marcos se sente uma pessoa útil, “porque, às vezes, passa alguém ‘aperreado’ e escuta a minha música, esquece dos problemas, depois volta e agradece”. É este tipo de ajuda que vale a pena, na opinião dele.</p>
<p>Marcos é avô e conta com alegria que um de seus três netos se interessa pela música. “Minha filha não quis aprender nenhum instrumento, apesar de gostar de ouvir. O meu neto, não. Ele liga o som, começa a cantar e dançar, aí eu digo: este puxou o avô”, disse o músico. Feliz por ser um trabalhador honesto e poder sustentar a sua família, ele encerra a entrevista dizendo: “A música vence qualquer barreira”.</p>
<p>(junho de 2003)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/96/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=96&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Gabinete Português de Leitura</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Aug 2007 20:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; por Bárbara Lima A colônia portuguesa em Salvador não tem só o Consulado como representante da sua cultura. O Gabinete Português de Leitura reúne um acervo que resgata grande parte da tradição lusitana. Situado em frente a Praça da Piedade, o Gabinete abriga o Centro de Estudos Portugueses ou Casa de Fernando Pessoa. O [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=95&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
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<p>por Bárbara Lima</p>
<p>A colônia portuguesa em Salvador não tem só o Consulado como representante da sua cultura. O Gabinete Português de Leitura reúne um acervo que resgata grande parte da tradição lusitana. Situado em frente a Praça da Piedade, o Gabinete abriga o Centro de Estudos Portugueses ou Casa de Fernando Pessoa. O edifício apresenta três frentes e foi idealizado pelo arquiteto português Alberto Borelli.<span id="more-95"></span></p>
<p>Fundado em dois de março de 1863 pelo comendador Manuel Joaquim Rodrigues, o Gabinete Português de Leitura de Salvador tem por finalidade adquirir o maior número de obras de reconhecida utilidade escritas nos idiomas português e francês. Assim como os principais jornais publicados em Portugal e no Brasil. Hoje, a biblioteca dispõe também de títulos em inglês, espanhol, italiano e alemão. São mais de 36 mil livros em todo o acervo da instituição. Apesar da leitura de jornais ser gratuita, a biblioteca não faz empréstimos.</p>
<p>O Gabinete possui sedes em Pernambuco, Rio de Janeiro e Portugal. Segundo a secretária geral Júlia Torres, a instituição é filantrópica e não recebe nenhuma ajuda do governo português. “Nós não temos nenhuma receita, a não ser o estacionamento, que é pago. O Gabinete se mantém com doações e do aluguel do salão nobre para eventos”, disse. O estabelecimento possui oito funcionários, além dos componentes da direção. É dividido em duas partes: uma sala de livros locais e de outros países, e outra com arquivos relacionados a Portugal. O Centro de Estudos Portugueses foi inaugurado em 23 de maio de 1984 e corresponde fisicamente à biblioteca nacional do Gabinete.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdocentro.files.wordpress.com/2007/10/piedade3.jpg?w=594" alt="piedade3.jpg" /></div>
<p>A biblioteca do Gabinete Português de Leitura é mais freqüentada por estudantes e leitores de jornais. Segundo a auxiliar administrativa Sandra de Lima Souza, que trabalha há oito meses no local, o gabinete é muito procurado por oferecer jornais e livros para a leitura gratuitamente, apesar de ser uma empresa privada. Recebe de 50 a 60 pessoas por dia e não mais por conta do espaço, que é muito pequeno. Sandra informa ainda que a maioria dos livros vêm de outros gabinetes, por doação e das livrarias de Portugal.</p>
<p>Cada leitor tem 20 minutos para ficar no local. Os freqüentadores mais assíduos vão ao Gabinete de Leitura para ver jornais e conhecer outros idiomas. Antônio Vank, que utiliza a biblioteca para fazer pesquisas, diz que está sempre por lá: “Meu principal objetivo aqui é obter cultura”. Já o administrador Antônio Lázaro Oliveira, acha a arquitetura do prédio atraente e a localização privilegiada. “Tenho o hábito de vir ao Gabinete Português há mais de 20 anos. Aqui tenho acesso a livros raros e de outros países, como o Alcorão, por exemplo. O público é agradável, sem muito barulho, e aqui eu mato as minhas curiosidades”, falou.</p>
<p>O atual presidente do Gabinete Português de Leitura de Salvador é João Manuel Rodrigues. Toda a diretoria é formada por portugueses e, além dos serviços de pesquisa e das exposições, a instituição também ministra cursos de gramática e redação.</p>
<p><strong>Gabinete Português de Leitura</strong><br />
Pça. Piedade, s/n Centro<br />
CEP: 40060-30 &#8211; Salvador &#8211; BA<br />
Tel: (71) 3329-2733<br />
E-mail: gplsalvador@ig.com.br</p>
<p>(junho de 2003)</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdocentro.files.wordpress.com/2007/10/piedade4.jpg?w=594" alt="piedade4.jpg" /></div>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/95/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=95&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Vamos tomar uma?</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jun 2007 02:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

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		<description><![CDATA[por Janaíra Nogueira Quarta-feira, meio da semana. Para relaxar do estresse urbano um dos programas mais comuns é sair para beber uma cerveja bem gelada e se divertir com amigos. Tudo na dose certa, porque a semana de trabalho só chega ao fim na sexta-feira. Pois bem, nos Barris, um dos bairros mais antigos de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=43&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoSKCDEDoI/AAAAAAAAAlU/NWM1GeYRibg/s1600-h/beco.jpg"><img style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" src="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoSKCDEDoI/AAAAAAAAAlU/NWM1GeYRibg/s400/beco.jpg" border="0" alt="" /></a> por Janaíra Nogueira</p>
<p>Quarta-feira, meio da semana. Para relaxar do estresse urbano um dos programas mais comuns é sair para beber uma cerveja bem gelada e se divertir com amigos. Tudo na dose certa, porque a semana de trabalho só chega ao fim na sexta-feira. Pois bem, nos Barris, um dos bairros mais antigos de Salvador, esse costume ganha força, nome e lugar certo: Beco de Rosália. Lá a quarta-feira é dia de cerveja gelada, música e literatura.<span class="fullpost"> </span><span class="fullpost"> </span></p>
<p><span class="fullpost">Referência entre artistas desconhecidos, intelectuais e para os que procuram entretenimento cultural, o bar possui características individuais que chamam a atenção daqueles que passam por ali. Com decoração inovadora, de um amarelo vibrante e colagens de materiais digno de colecionadores que vão de vinil á azulejos exóticos, localizado próximo á locais de entretenimento alternativo; o que colabora na seleção natural dos clientes; o beco mostra para os freqüentadores que o seu maior atrativo esta no conteúdo e não na aparência: por todo bar existem livros.</span><span class="fullpost"> </span></p>
<p><span id="more-43"></span><br />
Livros em um bar? Sim, e alguns desses livros são vendidos e lançados lá mesmo, no evento conhecido como “Quarta Literária”. Em meio às 12 mesas ornamentadas com tecidos floridos que lembram o clima de interior o autor busca um contato pessoal mais intimo com seus futuros leitores, tentando assim encontrar nos clientes conforto para o destino incerto da sua obra.</p>
<p>Apoiada pelas performances teatrais que transportam a <a href="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoSTiDEDpI/AAAAAAAAAlc/uTU4wQ808Fo/s1600-h/becoii.jpg"><img style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" src="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoSTiDEDpI/AAAAAAAAAlc/uTU4wQ808Fo/s320/becoii.jpg" border="0" alt="" /></a>platéia para a realidade da estória, combinadas com palestras e debates sobre os temas abordados na obra apresentada, a literatura além de ser destaque da noite ganha uma vestimenta mais atraente para o público atento. Escritores independentes como João Fabrício Oliveira, autor de “O Demônio Na Arvore”, descreve a experiência como “enriquecedora por apresentar a performance e o livro num espaço não convencional”.</p>
<p>O evento foi idealizado por Nelma Manchester, freqüentadora do bar e secretaria executiva da Câmara Baiana do Livro (CbaL), que percebendo a singularidade do Beco sugeriu ao proprietário Fabrício Marílson unir-se a entidade para lançamentos e comercialização das obras publicadas pela instituição.”A parceria tem como objetivo a exposição de livros e conversas com escritores num local agradável divulgando a produção literária no estado da Bahia”, diz Nelma. A Quarta-Literária já rendeu edições da Cbal e outras quatro, independentes, além de proporcionar uma maior visibilidade dos lançamentos na mídia, em cadernos de cultura e programas especiais na TV.</p>
<p>O Beco de Rosália se transformou em algo maior que um bar versátil. Conquistou status de Espaço Cultural, pois, realiza exposições de arte, cultura, cordel e etc. “Aqui vivenciamos cultura, arte e música no mesmo espaço” afirma Rosália dos Santos, 47, que utiliza o espaço aberto ao público para declamar poesias feitas por sua amiga Sheila Fabiani, poetisa desde a adolescência. Elas contam que ao saber da existência de um bar com o mesmo nome de Rosália, logo se interessaram “em tomar parte” e agora são presenças constantes no local.</p>
<p>O clima receptivo e ambiente aconchegante fazem com que os clientes sintam-se em casa. Segundo Cristina Lima, considerada a madrinha do Beco, o lugar proporciona não só uma reunião com os amigos queridos, mas um bom papo, boa leitura e comida saborosa. Para ela, a quarta é especial porque permite um contato maior com os autores das obras, que fazem palestras, aguçando a curiosidade e conduzindo o público a um maior exercício da leitura. Para Fabrício a Quarta &#8211; Literária “é uma prova de que as pessoas ainda estão vivas”.</p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoSdiDEDqI/AAAAAAAAAlk/VFEf3pf2CC8/s1600-h/bec.jpg"><img style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" src="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoSdiDEDqI/AAAAAAAAAlk/VFEf3pf2CC8/s320/bec.jpg" border="0" alt="" /></a>Cada cliente utiliza o espaço com intuitos diferente, pois assim é constituído o seu público, diversificado, afirmando o lema do bar ”Respeitando as diferenças”. Semirames Sé mostra a poesia de rua do grupo Biblioteca Tinerante, do qual faz parte. Rogério de Snatus declama sua poesia e lança seus livros de cordel. Nei Machado, Ivânia Santos e Sizoca, juntos, cantam e encantam o público com o mais variado repertório, ganham visibilidade sendo a principal atração musical. Marina Lima, 18, estudante de direito, busca inspiração para entender o Código Penal. A menina nem de longe chama a atenção por ter como local de estudos acadêmicos um bar, já que o sentimento da maioria dos que ali se encontram é o de: “estar em casa”.</p>
<p>Com pouco mais de um ano em funcionamento, o lugar tem público fiel. Marílson dono do bar transformou o Beco em extensão da sua casa, trata os clientes como amigos de longa data, dirigindo-se a eles pelo nome e os recebendo na porta. A descendência italiana fica visível nas pizzas feitas artesanalmente; os seus interesses na literatura expostos nas prateleiras, tudo compartilhado com os “amigos”. Uma das suas maiores paixões é declarada no nome do bar, Rosália, sua mãe, que faleceu no ano de 2004. Quando ouvir a frase “vamos tomar uma?” , considere a possibilidade de a cerveja ser apenas um aperitivo e não a atração principal. Você pode degustar de poesia ou molho de baianidade, temperada com literatura universal e música, para acompanhar! Então, vamos tomar uma? Uma dose de literatura, poesia, e cultura pelos becos da cidade.<br />
(maio de 2007)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Jogo milenar</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jun 2007 02:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[ESPORTE]]></category>

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		<description><![CDATA[por Bárbara Paula Um grupo de aposentados destaca-se entre o público intenso que diariamente transita pela Praça do Campo Grande. São freqüentadores assíduos. Sagradamente, de segunda a sábado, eles utilizam esse espaço público para praticar um jogo milenar: o dominó. A Associação de Dominó do Ananias foi criada para consolidar o prazer que este jogo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=42&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://soteropolitanosdocentro.files.wordpress.com/2007/10/domino2.jpg?w=594" alt="domino2.jpg" /><a href="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoReSDEDnI/AAAAAAAAAlM/lWbEpmA6grY/s1600-h/domino.jpg"></a></p>
<p>por Bárbara Paula</p>
<p>Um grupo de aposentados destaca-se entre o público intenso que diariamente transita pela Praça do Campo Grande. São freqüentadores assíduos. Sagradamente, de segunda a sábado, eles utilizam esse espaço público para praticar um jogo milenar: o dominó. A Associação de Dominó do Ananias foi criada para consolidar o prazer que este jogo proporciona em cada participante.<span class="fullpost"> </span><span class="fullpost"><span id="more-42"></span><br />
Há 20 anos atrás, Ananias Araújo, 38 anos, jogava com alguns fregueses de seu pequeno comércio de balas e chicletes, na própria praça, juntamente com amigos que residiam nas redondezas. Aos poucos um amigo convidava o outro, que convidava o outro, e assim, hoje, o grupo é composto por 32 jogadores de bairros diversos. A maioria dos jogadores já pertenceu a alguma outra associação de dominó. Devido ao clima de competição existente, eles acabaram migrando para a Associação do Ananias. Na mesma praça existe outra turma que se divide entre os tabuleiros de dominó, buraco e outros jogos oriundos do baralho. O jogo deles só é iniciado após as 20h e a convivência entre esses dois grupos é totalmente pacífica. “Eles tem o jogo deles e nós o nosso. Todo mundo está aqui para se divertir”, declara o líder da associação.</span><span class="fullpost"> </span></p>
<p>Poucos deles ainda exercem suas atividades profissionais. O próprio Ananias é funcionário da SUMAC &#8211; Superintendência de Conservação e Manutenção da Cidade do Salvador, órgão da Prefeitura Municipal. Ele sai do trabalho às 16h30 direto para a sua segunda jornada: as partidas de dominó e seu comércio. “Quando vim do interior para Salvador, o primeiro lugar que parei foi aqui no Campo Grande. Sempre digo que meu umbigo está preso aqui nessa praça”, declara.</p>
<p><a href="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoReSDEDnI/AAAAAAAAAlM/lWbEpmA6grY/s1600-h/domino.jpg"><img style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" src="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoReSDEDnI/AAAAAAAAAlM/lWbEpmA6grY/s400/domino.jpg" border="0" alt="" /></a>Em frente à Reitoria da Universidade Católica do Salvador, das 16h às 20h, às vezes até às 21h, a associação tem encontro marcado. A responsabilidade pela banca, como é chamado o tabuleiro do jogo, é dividida com o aposentado Alberto Mendes, 64 anos, morador do bairro de Tancredo Neves. O jogo só é iniciado com a presença de um destes senhores, já que somente eles possuem a chave do armário onde ficam guardadas as duas bancas, os dominós e as cadeiras. “Para a manutenção da banca, do dominó e para dar um agrado ao funcionário que deixa a gente usar o armário do estabelecimento aqui ao lado, é cobrado uma taxa mensal de R$ 2 por jogador”, fala Alberto.</p>
<p>Toda associação tem suas regras, e essa não é diferente. A primeira delas é que a idade mínima para entrar no grupo é de 35 anos. Eles acreditam que gente nova pode querer bagunçar a brincadeira da velha guarda, como revela Agenor Dias, 65 anos, integrante do grupo há quase um ano. Porém, como toda regra tem sua exceção, Tiago Sena, 22 anos, trabalhador e morador da região, é o caçula do grupo. “No começo, como não podia jogar, ficava observando e tentava me integrar. Passei um bom tempo só olhando o jogo até eles criarem confiança em mim, me deixando fazer parte”. O grupo admite que Tiago junto com Ari Martins, 57 anos, funcionário do Hotel Aquidabã, formam uma das melhores duplas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando a capacidade desses jogadores é colocada à prova, o soldado Oliveira, da Polícia Militar, 26 anos, que trabalha no local há seis meses, brinca: “Se eu chegar na idade deles com a mesma lucidez, fico feliz. Tem senhor aí com mais de 65 anos e jogando melhor que menino novo”. E para manter o poder de raciocínio aguçado eles não perdem um encontro por nada, somente a chuva é capaz de afugentá-los. Quando chove, eles são obrigados a acabar o jogo. Pensando nisso, a associação planeja comprar uma lona e montar uma estrutura que não os impeça de se reunirem, mesmo quando o tempo não é um dos melhores. Agenor conta que sua família se preocupa com a frieza e o sereno que ele enfrenta nos dias mais frios.</p>
<p>Em dezembro de 2006 foi realizada uma grande confraternização em plena Praça do Campo Grande. O auge da festa foi a entrega de troféus às duas primeiras duplas vencedoras da competição que foi promovida. Os familiares dos jogadores estavam presentes e felizes por partilharem do prazer de cada um deles em participar de um grupo social ativo. “Aqui é uma diversão para gente, uma brincadeira. É melhor do que ficar em casa pensando besteira. Cabeça vazia só pensa o que não presta”, diz Alberto. Atendendo aos pedidos, a associação promete repetir a dose após o São João fazendo uma nova confraternização. No que depender desses senhores, a animação está garantida.<br />
(maio de 2007)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/42/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=42&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Teatro Gamboa</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jun 2007 02:28:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

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		<description><![CDATA[por Bárbara Paula No próximo dia 13 de junho, o centro de Salvador tem muito para comemorar: o Teatro Gamboa, uma das primeiras casas de teatro completa 33 anos. Na mesma data a Escola de Teatro da UFBA comemora o mesmo tempo de existência. Coincidências a parte, essa casa de arte e cultura tem um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=41&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Bárbara Paula</p>
<p>No próximo dia 13 de junho, o centro de Salvador tem muito para comemorar: o Teatro Gamboa, uma das primeiras casas de teatro completa 33 anos. Na mesma data a Escola de Teatro da UFBA comemora o mesmo tempo de existência. Coincidências a parte, essa casa de arte e cultura tem um valor histórico de grande importância para o teatro baiano.</p>
<p><span id="more-41"></span><span class="fullpost"> </span><span class="fullpost"> </span></p>
<p>Localizado no coração da cidade, no Largo dos Aflitos, com belíssima vista para a Baía de Todos os Santos e capacidade máxima para um público de 98 pessoas, a aparência externa em total harmonia com a rua calçada por paralelepípedos, relembra as casas antigas do centro da cidade. Na entrada, a cadeira, a mesa com o livro de visita e o pequeno balcão, onde funciona o modesto bar, tudo em madeira antiga, contrastando com a idéia de modernismo da contemporaneidade.</p>
<p>O primeiro cartaz trás um depoimento, ainda atual, de um grande escritor baiano: “Estamos de parabéns todos os que vivemos na Bahia, com a inauguração de mais um teatro em nossa terra. Todos nós devemos apoiar este teatro e louvar o esforço do seu criador Eduardo Gábus. Salvador, junho de 1974. Jorge Amado”.</p>
<p>Os esforços do criador não foram devidamente louvados, tanto que, em 1990, Gabus vende o teatro e vai trabalhar no Rio de Janeiro com a talentosa Bibi Ferreira. O material gráfico de acervo do Gamboa, que contava toda a sua história, foi deixado por Gabus na Fundação Cultural &#8211; Teatro Castro Alves. Infelizmente, como conta o atual administrador, Argeu Nascimento, “Houve um incêndio, nesta época, no TCA e o arquivo foi atingido. Perdemos toda a nossa história”.</p>
<p>Em 1992, o arquiteto e bancário Maurício Mendes Del Rei adquiriu o teatro, vendendo dois anos depois para o ator, diretor e cineasta Perry Salles, que, entre idas e vindas, residiu em Salvador de 1994 a 2003. Nesse período, a casa foi arrendada durante um ano para a produtora cultural Maria Prado. De 2003 a 2004, a secretária executiva carioca Márcia Rabelo, irmã de Perry, era quem gerenciava. Após o convite para trabalhar na Empresa Baiana de Alimentos S/A &#8211; EBAL, ela resolve seguir a carreira que sempre lhe atraiu, a administrativa.</p>
<p>Administrador de empresas por formação e produtor teatral por paixão, o sócio e irmão de Perry, Argeu Nascimento, assumiu a responsabilidade da gestão do teatro em 29 de abril de 2004. Fazendo dos quatro, charmosos e aconchegantes, andares, o seu lar. Com piso de madeira largas e paredes com fotos antigas do mundo teatral, o dormitório acoplado a uma cozinha americana também funciona como escritório. As janelas têm vista privilegiada para a Baía. O lar doce lar é divido com seu fiel funcionário e amigo Bita, como é conhecido popularmente Leonel da Silva. Em 1998, eles se conheceram em Lençóis e passaram a trabalhar juntos em áreas bem distintas da atual.</p>
<p>Essa parceria de sucesso divide toda a responsabilidade, nem a faxina escapa a essa regra. Tendo contato pela primeira vez com o universo cênico, Bita aprendeu a operar a iluminação, sonorização, bar, bilheteria, além da administração. Essa oportunidade foi única para o Bita e ele admite: “É uma experiência de vida. Nunca tinha tido acesso ao teatro. Hoje cuido desde a parte técnica até um pouco da direção”.</p>
<p>Grandes sucessos passaram pelo palco do Gamboa, que apresentou demonstrações artísticas bem diversificadas. Uma das preferidas de Argeu é o monólogo Casa de Ferro, pelo trabalho intenso de interpretação através dos cinco anos de pesquisa do ator Maurício Assunção, indicado ao Prêmio Braskem de Melhor Ator 2006. Além do grupo musical ¼ de Tom, encantando as Noites de Blues que aconteciam no teatro.</p>
<p>A atriz Fabiana Pharaóh, participando do elenco da peça ÉDuSek, atualmente em cartaz, elogia a equipe técnica, em especial ao Bita. “Uma vez minha bolsa quebrou a alça em cena, e no outro dia quando fui fazer a peça, a bolsa estava consertada. Quando perguntei quem tinha consertado para poder agradecer, me disseram que só podia ter sido o Bita. E foi ele mesmo!”. A fonoaudióloga e professora da escola de teatro da UFBA, Ana Ribeiro, propôs a Argeu, assim que ele assumiu, a revitalização do Gamboa. Juntos deram entrada com seus projetos no Programa Estadual de Incentivo à Cultura &#8211; FAZCULTURA. Ele almejava a reforma do teatro. Ela, o incentivo para o seu primeiro espetáculo: ÉDuSek, criado especialmente para caber no palco do Gamboa. “O palco do teatro faz parte da alusão do contexto da peça. É pequeno e deu para reproduzir o cenário de um botequim do Rio de Janeiro desde a bilheteria do teatro”, conta Ana. Os julgamentos dos projetos também saíram em conjunto. A peça conseguiu o seu objetivo e a reforma do teatro foi negada.</p>
<p>A Resolução nº 779/2004, de 16 de novembro de 2004, dispõe do Critério para Avaliação de Projetos Culturais, considerando em um dos quesitos sobre reforma e manutenção o seguinte item: “Projetos de manutenção de instituições de direito privado, de natureza cultural, sem fins lucrativos e declaradas de utilidade pública estadual”. Sendo de natureza privada sem a característica de não ter fins lucrativos, o Gamboa não é considerado bem público, contrariando o regulamento do Programa.</p>
<p>A comédia musical, ÉDuSek, estreou em 11 de março deste ano. Ficando em cartaz até 1º de julho, as 64 pautas foram pagas através do Fazcultura, com o patrocínio da Companhia Hidrelétrica do São Francisco – CHESF. “As críticas da peça tem sido bacanas. Nosso objetivo agora é renovar o Fazcultura, estamos aguardando a abertura das inscrições para darmos entrada com o projeto novamente”, declara a diretora feliz da vida.</p>
<p>A situação financeira não é das mais otimistas. Segundo a administração, é difícil arcar com as despesas dentro de um contexto que não fomenta as produções teatrais. É delicado viver esperando os investidores e apoiadores. Bita ficou preocupado com a Lei de Incentivo Fiscal ao Esporte, nº 11.438, de 29 de dezembro de 2006, que permite a dedução no Imposto de Renda de até 4% do lucro líquido das empresas para investimento em patrocínio ou doação a projetos esportivos. Ele acredita que a lei pode, de alguma maneira, afetar o investimento das organizações na cultura, especialmente no teatro.</p>
<p>Fabiana acredita que um dos pontos chaves na falta de reconhecimento do teatro é a localização e falta de segurança da região. “Uma vez, quando estava vindo para o teatro, fui assaltada no ponto de ônibus mais próximo daqui”. Ela também alerta para a necessidade de uma melhor estrutura física no camarim. A aposentada Telma Santos, freqüentadora do teatro diz: “Gosto daqui porque é aconchegante e o atendimento muito cortês, só acho ruim na hora de estacionar. Quando não encontro vaga na porta tenho que colocar na frente do quartel”.</p>
<p>O diretor Fernando Guerreiro queria que a sua peça Shopping and Fucking estreasse, neste primeiro semestre do ano, no Gamboa. Como as pautas estavam todas comprometidas, Guerreiro entrou em cartaz no Teatro Molière (Aliança Francesa), onde ficará até 17 de junho. No segundo semestre, Argeu espera que nos palcos do Teatro Gamboa esse espetáculo fique em cartaz, e diz: “O Teatro Gamboa seria ideal para a proposta de Guerreiro”.<br />
(maio de 2007)</p>
<p>&nbsp;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/41/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=41&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pirataria na Avenida Sete</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jun 2007 02:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>

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		<description><![CDATA[por Paula Bulhman A Avenida Sete é um ícone do comércio popular de Salvador. Encontramos nas ruas 25 de Abril, Rua do Cabeça e o Beco do Mucambo o verdadeiro comércio dos Cds e Dvds piratas. O comércio ilegal, além de ser uma forma de sobrevivência, é um meio mais acessível oferecido pelos ambulantes para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=40&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Paula Bulhman</p>
<p>A Avenida Sete é um ícone do comércio popular de Salvador. Encontramos nas ruas 25 de Abril, Rua do Cabeça e o Beco do Mucambo o verdadeiro comércio dos Cds e Dvds piratas. O comércio ilegal, além de ser uma forma de sobrevivência, é um meio mais acessível oferecido pelos ambulantes para que as pessoas ouçam seus artistas preferidos. Pagando um valor muito mais em conta, em média R$ 5,00 num Cd e R$ 7,00 num Dvd, vale ressaltar que a garantia de qualidade obviamente não é a mesma, muitas pessoas que adquirem o produto contam mesmo com a sorte.</p>
<p><span id="more-40"></span><span class="fullpost"> </span><span class="fullpost"> </span></p>
<p>Em meio à multidão de pessoas que transitam todos os dias pela Avenida Sete é comum observar o crescimento das vendas de Cds e Dvds piratas, encontramos muitas barracas ou bancas montadas com uma enorme diversidade de cds e dvds de artistas nacionais, internacionais e inclusive filmes que ainda estão sendo lançados no cinema.</p>
<p>O comércio informal de CDs e Dvds piratas no centro da cidade vem se tornando uma saída para aqueles que há muito tempo tentam uma vaga no concorrido mercado de trabalho. O desemprego é apontado por eles como a principal causa da venda de cópias do produto “pirateado”. A vendedora ambulante Aparecida Souza é um exemplo. Há sete meses montou a sua própria barraca na Rua 25 de Abril e a partir daí comercializa Cds e Dvds pirata. Cida, como é chamada carinhosamente pelos colegas, admite que ser vendedora ambulante não é uma profissão fácil, como muitos acham, pois no dia-a-dia passam por estress com a constante preocupação com o rapa que muitas vezes já chega intimidando e levando toda mercadoria, o que acaba causando um enorme prejuízo, afirma ela e num gesto agradece a Deus por nunca ter acontecido nada com suas mercadorias.</p>
<p>A vendedora tenta driblar essa realidade dura com um belo sorriso estampado no rosto é com muita simpatia que Cida conquista seus clientes buscando agradá-los tentando identificar o gosto de cada um e tratando os de um jeito especial. Com uma diversidade de mais de 200 Cds e Dvds de sucesso, ela diz que tem música pra todos os gostos e que no momento os mais procurados estão sendo os de Hip-Hop, a trilha sonora de novelas, os infantis e os de reggae.</p>
<p>Cida, que chega a ganhar por semana entre R$ 50,00 e R$ 90,00, comenta que para que seu lucro seja maior ela mesmo compra as mídias e as capas e pede para um amigo fazer a gravação, que faz com que saia mais barato para ela. Acrescenta ainda que está satisfeita com o que ganha, pois consegue ajudar bastante nas despesas da casa. Cida, que atualmente está concluindo o ensino médio sonha em fazer um curso técnico de enfermagem e diz: “Todo mundo deseja um futuro melhor, eu não poderia ser uma exceção”.</p>
<p>Se para Aparecida Souza que tem 24 anos está difícil se inserir no mercado de trabalho, para a vendedora Eliene Ferreira com 38 anos está mais difícil ainda, afinal moramos num país em que a idade conta muito na hora de conseguir um emprego.</p>
<p>Eliene, há oito meses está instalada na Rua do Cabeça, um bequinho apertado e degradado, como muitas ruas da Avenida Sete, onde todos falam ao mesmo tempo querendo atrair clientes. Com uma banca simples que divide com o seu irmão Eliene vende Dvds pirata. Ela já fez cursos de telemarketing, copeira e computação, mesmo assim não conseguiu o tão sonhado emprego. Ela diz: “Queria mesmo um emprego formal, ter uma renda fixa todo mês, trabalhar num lugar tranqüilo e menos tumultuado”. Eliene demonstra não gostar do que faz, as suas expressões mostram um desespero aparente.</p>
<p>Ela ganha por semana R$ 50,00 totalizando R$ 200,00 por mês. Com esse dinheiro ela paga toda semana as taxas de R$5,00 e R$15,00 ao segurança e também ao depósito pois eles guardam as suas mercadorias. Eliene diz que o dinheiro que ganha não dá para o sustento da sua família, e que por três vezes consecutivas já teve suas mercadorias todas levadas pelo rapa. Com lágrimas nos olhos afirma: “O desespero é muito grande, quando essas coisas acontecem penso na minha filha, faço das tripas coração para que ela não passe fome, isso parte o coração de uma mãe”.</p>
<p>Na sua banca, vende Dvds do momento como ela mesma caracteriza. Para atrair os clientes ela usa o jargão: “Venha freguês, só tem lançamento”. Ela explica que logo quando começou na profissão lucrava mais de R$ 700,00 por mês, porque eram poucas as pessoas que comercializavam o produto hoje o movimento diminuiu muito devido à concorrência.</p>
<p>Robério Silva é mais um desses batalhadores diário. Há seis meses no ramo, o vendedor trabalha para o dono de uma barraca que vende Cds e Dvds e fica situada no Beco do Mucambo. Entre um sorriso e outro ele conta que antes de escolher a profissão de vendedor ambulante colocou currículo em muitos lugares, mas por nenhum deles foi chamado. Ele procura atender os clientes mostrando seus produtos de forma alegre e simpática e com isso garante mais dinheiro no final do mês. As mercadorias vendidas por ele na barraca são compradas de um fornecedor e revendidas por ele. No final de toda semana ele recebe entre R$ 70,00 e R$ 80,00, as vendas são melhores no início do mês comenta ele. Ao som de Bruno e Marrone ele nos conta que seu sonho mesmo é fazer um curso para ser segurança e fala que não quer ficar muito tempo na profissão de vendedor ambulante.</p>
<p>Histórias como a de Aparecida Souza, Robério Silva e Eliene Ferreira caracterizam um cotidiano duro e estressante vivido por cada um desses cidadãos, que fazem malabarismos para que suas famílias sobrevivam de forma digna. Cidadãos que ficam divididos entre o medo da realidade e da repressão sofrida diariamente.<br />
(maio de 2007)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“Tá dominado, tá tudo dominado”</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jun 2007 02:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoPdyDEDmI/AAAAAAAAAlE/8-oaWYBIq7Q/s1600-h/Imagem-090.jpg"><img style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" src="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoPdyDEDmI/AAAAAAAAAlE/8-oaWYBIq7Q/s400/Imagem-090.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p>por Ana Paula de la Orden</p>
<p>Ainda cedo, chovendo ou fazendo sol, os primeiros vendedores chegam para montar suas bancas, alguns com lugar fixo, outros aventurando um pedacinho de chão, que aos poucos vai sendo tomado por seus “amigos” concorrentes, com barracas repletas de cds e dvds de todos os tipos e estilos musicais, que vão desde o sertanejo, passando pelos pagodes e axés baianos até o gospel. A mistura de ritmos, sons e vozes se misturam em meio a tantos outros. O lucro mensal varia entre R$300 a R$600, a facilidade na venda de cd e dvd é um chamariz para os trabalhadores informais.<span id="more-39"></span><span class="fullpost"> </span><span class="fullpost"> “Já foi melhor, já cheguei a ganhar até R$ 1000, quando o dvd era R$10 e o cd R$ 5. Como cresceu a concorrência, não dá mais pra tirar esse valor, por que o preço baixou”, conclui o vendedor José*, 38 anos, que tem ponto fixo na Lapa. A busca pela sobrevivência, a falta de capacitação profissional e o baixo nível de escolaridade acabam sendo os principais fatores que levam indivíduos a se envolverem com a venda de produtos pirateados. Mesmo sabendo que é um negócio ilícito, encontram no mercado informal o meio para sua sobrevivência e o da família.</span></p>
<p>Quer comprar?<br />
O local mais procurado para o consumo de produtos piratas é o centro de Salvador, entre a Lapa, a Piedade e a Avenida Sete. Porém em toda a cidade são facilmente encontrados vendedores de cd e dvd pirata andando pelas ruas ou fazendo exposição de produtos sob os passeios e em pontos de ônibus que se transformam em verdadeiras discotecas. Entre um cliente e outro, a diversidade dos títulos de filmes e artistas, o ambiente e a forma com que esses trabalhadores conquistam seus clientes é um show de interpretação à parte em busca do “pão de cada dia”. Ademais, alguns vendedores possuem equipamento para testar os dvds e cds, e dão garantia em caso do não funcionamento em determinados aparelhos.</p>
<p>Apesar da resistência encontrada entre os vendedores para falar sobre o assunto, um ou outro se arrisca e usa letra de música para definir o que acha da pirataria que, em poucas palavras, consegue dar um panorama real da situação existente numa das maiores capitais do Brasil: “Tá dominado, tá tudo dominado”, diz João*, 25 anos, vendedor de “piratas”, há três anos.<br />
Opinião Para alguns consumidores, o maior atrativo é o preço, enquanto o item qualidade é deixado de lado. “Se por acaso os cds e dvds originais fossem vendidos por um preço mais em conta até arriscaria a pagar, mas como é caro, acabo comprando mesmo o pirata”, diz Conceição Reis, 47 anos.</p>
<p>Os pontos de vistas acerca do consumo de cds e dvds variam entre os consumidores, todavia a maioria acha normal comprar “pirata”. “Sei que é ilegal a venda, por não serem recolhidos os impostos, mas pelas circunstâncias do país, pagamos muitos impostos e o que temos em troca? Sei que não é certo, mas é difícil viver num país em que a desigualdade social domina e por conta disso acontece o que acontece”, conclui Maria Pereira, professora aposentada.</p>
<p>Apenas uma em 10 pessoas entrevistadas relatou que era contra, como foi o caso de Carolina Dias, estudante de direito, 32 anos. “Sou totalmente contra a pirataria, não se pode usar a falta de emprego como desculpa para fazer algo que não é legal, falta às pessoas informações sobre o assunto que é pouco divulgado”, cita, relacionando a campanha “Pirata tô fora, só uso original”. A campanha foi lançada em março de 2006, visando levar o indivíduo a conscientizar-se dos efeitos negativos produzidos pela pirataria e ao mesmo tempo defendendo a propriedade intelectual.</p>
<p>Apesar de campanhas de repressão e conscientização contra a pirataria, ainda é grande a venda deste tipo de produtos. Segundo dados do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Unafisco), o país perde cerca de R$ 30 bilhões em impostos por ano com a venda de produtos ilegais. Na Bahia, o prejuízo chega a R$ 220 milhões. No topo da lista, o cd e o dvd vêm sendo os campeões de vendas, seguidos pelos óculos, sejam de sol ou de grau, relógios e brinquedos. O Brasil está incluso entre os 10 países onde há a predominância da pirataria.<br />
Distribuição A maioria dos produtos pirateados vêm da cidade de Feira de Santana (interior da Bahia), de uma feira denominada “Feiraguai”, velha conhecida até mesmo de quem não é ambulante por sua vasta quantidade de produtos pirateados e clandestinos, entretanto a fabricação de cópias não se restringe apenas a este pólo. A facilidade encontrada para a produção de cópias caseiras através de softwares que já vêm instalado nos computadores acaba ajudando na propagação de cds e dvds piratas.</p>
<p>“Alguns vendedores daqui (Lapa) distribuem também, eles alugam salas por perto e fazem de laboratórios, facilitando a distribuição dos cds e dvds piratas mais rápido, além de cada cópia poder ser reproduzida em até 3 minutos”, diz José*. Porém o maior problema está por trás dos pequenos vendedores, organizações criminosas que utilizam trabalhadores que servem apenas de fachada para acobertar atividades ilegais ligadas a contravenção, contrabando de armas e ao narcotráfico que acaba se tornando um problema público. *Os nomes são fictícios para preservar as fontes.<br />
(maio de 2007)</p>
<p>&nbsp;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentro.wordpress.com/39/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentro.wordpress.com&amp;blog=1555200&amp;post=39&amp;subd=soteropolitanosdocentro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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